Feedback também dá lucro

TL;DR: Feedback gera engajamento. Engajamento dá lucro.

Um artigo da Forbes liga a existência de feedback entre gestor e funcionário como forte driver de engagement: enquanto nas empresas em que gestores não dão nem pedem feedback o engajamento médio gira em torno de 29%, nas empresas em que o oposto é verdade - gestores pedem e dão feedback - o engajamento médio salta para 74%.

Quanto a Harvard Business Review perguntou a 550 CEOs quais fatores seriam mais prováveis de gerar sucesso em suas empresas, 71% citam o engajamento dos funcionários como fator muito importante.

Portanto, podemos concluir, uma prática de feedbacks saudável que permeie sua organização parece ser um fator importante em direção ao sucesso da organização. Feedbacks são componentes essenciais de qualquer cultura de alta-performance (alguém já imaginou o Neymar recebendo feedbacks anuais do seu técnico?).

Além do engajamento, feedbacks contínuos também ajudam a reforçar a cultura da empresa, quando calcados nos seus valores e metas, e a desenvolver profissionais mais conscientes e completos. Em um evento da Falconi Consultores de Resultado, Carlos Brito, CEO da AB InBev, falou sobre a importância do feedback na sua carreira:

“Quando me perguntam o que foi importante na minha carreira, sempre respondo que foram feedbacks duros e construtivos. Sempre tive chefes genuinamente interessados no meu sucesso e que, portanto, davam feed­backs duros e construtivos, sem pena, quando necessário. Nunca destrutivos. Honestos, dizendo aquilo que eu tinha de ouvir, e não o que eu queria ouvir. Isso nunca acaba."

Ele também falou sobre a importância do feedback atingir a todos:

"O feedback não serve só para quem está no começo de carreira. Não. Estou na companhia há 26 anos e, em outubro do ano passado, o conselho me deu um feedback muito duro. Falou que algumas coisas estavam boas e outras não. Aí há duas opções. Uma é ficar irritado, na defensiva. Isso é burrice. Se confia nas pessoas e confia no que elas lhe disseram, você usa essa informação a seu favor."

Por fim, um ponto que chama a atenção é o que Brito fala sobre empresas onde o feedback negativo não acontece:

"Numa empresa que compramos há alguns anos, pedi para ver a avaliação de desempenho dos 30 principais líderes…. A companhia não estava quebrando, mas não tinha uma performance espetacular. Mas a avaliação de todo mundo era espetacular. Como é que pode? Alguém tem de ter coragem de dizer às pessoas o que elas precisam ouvir. A maioria prefere dizer aquilo que elas querem ouvir. É fácil dizer que é preciso ser honesto com as pessoas. Mas ninguém vai lá e faz. Em vez disso, diz: ‘Ah, hoje é sexta-feira. Vai estragar o fim de semana da pessoa. Vamos deixar para segunda’. Aí, na segunda, você viaja e passam meses até que chega a hora de uma nova avaliação de desempenho. E de novo a pessoa ouve que é espetacular.” 

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