O que somos e no que acreditamos

Por que a Qulture.Rocks existe? Por que vocês tem cultura no nome? Resolvi escrever um pouco sobre isso.

Nosso Sonho

A Qulture.Rocks existe pra levar crescimento para pessoas, times e empresas.

Crescimento para pessoas significa alinhamento com propósito, expectativas claras e bem definidas, colaboração produtiva, coaching, feedbacks construtivos rolando soltos, meritocracia, enfim, você sabe do que estou falando.

Para empresas, o crescimento vem em grande parte do crescimento das suas pessoas, que leva ao crescimento de receita, às melhorias operacionais, às margens crescentes, clientes felizes…

Ouso dizer que um não existe sem o outro.

Por que Gestão de Desempenho?

Pra gente, levar crescimento para pessoas e empresas é uma missão enorme. Um sonho mais do que grande. Achamos que a melhor forma de "atacarmos esse problema" é através da gestão de desempenho, pilar da gestão empresarial fundamental para qualquer empresa e que está passando por uma revolução.

Gestão de desempenho é sem dúvida a alavanca mais potente que existe para levar crescimento para pessoas, times e empresas.

Se queremos ter um impacto enorme no crescimento de pessoas e empresas, nada mais lógico do que focarmos no problema da gestão de desempenho. E o tema não é nada fácil.  

De um lado, praticar gestão de desempenho toma tempo e esforço. É uma das coisas que todo CEO adora dizer que acredita e pratica, mas que no "vamos ver" fica mais na conversa do que qualquer outra coisa. É um tema crucial que é muitas vezes incorretamente delegado ao RH, mas em que é fundamental que o RH trabalhe simplesmente como uma extensão dos braços do CEO da empresa.

Para complicar o que já era difícil, estamos passando por uma revolução no que se pensou nos últimos 50 anos sobre gestão de desempenho. Todo dia lemos alguma variação de "O Fim da Avaliação de Desempenho" na Harvard Business Review, no Wall Street Journal ou na Bloomberg. Empresas como Deloitte, Adobe, Juniper, GE, Netflix, Goldman Sachs e JP Morgan estão, em maior ou menor grau, rasgando o playbook de gestão de desempenho e tentando coisas novas, na luta por se manterem no topo.

Nosso negócio é ajudar empresas e líderes a navegarem por essas águas tortuosas da gestão de desempenho.

O Mundo Mudou

As coisas já não são mais como antigamente (jura?). Hoje, tecnologias "disruptivas" colocam empresas e mercados centenários de joelhos. Basta ver como os aplicativos de mobilidade urbana, liderados por empresas como Uber e 99, redesenharam nossos hábitos de transporte urbano. Ou como a Airbnb hoje tem mais "quartos" disponíveis em seu marketplace do que a maior cadeia de hotéis do mundo. Como a Amazon está caminhando para, em mais ou menos 20 anos, se tornar a maior varejista do mundo, entregando comida na sua casa em uma hora quiçá com ajuda de um drone.

Se "de fora pra dentro" a coisa está nervosa, de dentro pra fora ela está não menos desafiadora. Em alguns anos a força de trabalho corporativa vai ser dominantemente composta por millennials, pessoas nascidas nas décadas de 80 e 90 e que já usam a internet desde pequenos. O que chama-se por aí de "nativos digitais". Millennials não constroem carreiras de longo-prazo. Em vez disso fazendo passagens pontuais por empresas que lhes ofereçam mais crescimento; Millennials estão acostumados com aplicativos móveis e web com experiência de uso top. Esperam Facebooks e Snapchats e não Oracles e SAPs; Millennials não esperam o ano todo para darem e receberem feedbacks no trabalho. Antes disso eles já estarão procurando emprego na Netflix ou no Google, enquanto seu RH fica pensando se tem eles têm "maturidade suficiente" para práticas novas.

E você está preso dentre essa cruz (o mercado) e essa espada (sua força de trabalho jovem).

O Que Funcionava Não Funciona Mais

Neste admirável mundo novo, o que talvez funcionasse antes já não funciona mais.

Esperar a avaliação de desempenho burocrática do fim do ano para receber feedbacks não funciona mais; contratar metas em Janeiro e revê-las em Dezembro não funciona mais; não poder dar e pedir feedbacks para todos na organização não funciona mais.

Tudo o que é complexo demais e desconectado das necessidades do seu colaborador não funciona mais.

E pilotar sua empresa em ciclos de um ano também não funciona mais. Imagine um navio cujo GPS corrije sua rota apenas uma vez por semana. Essa analogia é perfeita pra descrever empresas que fazem planejamentos e gestão por metas (e por que não feedbacks e conversas de desempenho e carreira?) uma vez por ano.

Preciso dizer mais?

As consequências de se ignorar esse movimento são desastrosas. A Amazon atacando seu negócio de um lado e seu melhor colaborador pedindo emprego para o Google.

De um lado, sua empresa fica ainda mais vulnerável a um concorrente do Vale do Silício que pode tirá-la dos eixos. Até seu próximo ciclo de metas começar, uma Netflix já tomou de assalto seu mercado. Do outro, seus colaboradores millennials não vão ficar dando sopa em uma empresa desconectada com o presente. Até receberem o próximo feedback "pra inglês ver", vão estar avançados em um processo seletivo para uma empresa mais bacana e antenada de se trabalhar.

Para Isso Existe a Qulture.Rocks

É isso o que fazemos: ajudar empresas como a sua a enfrentar os desafios da gestão de desempenho. Nossa jornada começou em 2015 e hoje já atendemos mais de 40 empresas e 16 mil colaboradores a crescerem. Ajudamos, de um lado, empresas como Suzano Papel e Celulose e Pátria Investimentos a modernizarem o que já existe (na Suzano, por exemplo, qualquer um pode dar ou pedir um feedback a qualquer colega e a qualquer momento, inclusive para o seu CEO, Walter Schalka). Ajudamos, de outro lado, empresas como Nubank, 99 Taxis e ContaAzul a criarem do zero suas práticas de gestão de desempenho. Tudo com base nas práticas mais modernas do tema.

É fácil? Não. Nunca dissemos que é fácil. Mas é altamente factível com um pouco de esforço e dedicação. E absolutamente necessário. Questão de sobrevivência.

Nossa História

Agora que você já sabe um pouco do que nos fez criar a Qulture.Rocks, vou contar um pouco da nossa história.

A Qulture.Rocks nasceu, pode-se dizer, quando deixei uma carreira de 10 anos no mercado financeiro para empreender. Naquela época eu sabia muito pouco do que queria fazer, mas sabia o que não queria fazer: não queria mais trabalhar sem sentir uma conexão profunda com o que fazia; sem sentir que estava crescendo pessoal e profissionalmente, suportado por uma organização que me desse recursos para isso; sem que me sentisse rodeado de gente mais talentosa que eu; sem que estivesse inserido em uma cultura organizacional forte e orientada para o bem.

E pensando bem (aqui, um pouco de "lanterna de popa" ajuda muito), esses sintomas são sintomas de uma gestão de desempenho fraca e deixada de lado. Fruto de uma cultura que não entende o assunto como pilar do seu sucesso.

Essa vida que deixei para trás, olhando agora com as lentes da Qulture.Rocks, era uma de falta de feedbacks; de falta de 1:1s; de processos caducos de avaliação de desempenho anual que não me ajudavam em nada, repito, nada, a crescer como pessoa e profissional.

O primeiro passo dessa jornada foi procurar uma empresa onde esse assunto era prioridade. Achei isso na Ambev, e gostei tanto do que vi que acabei escrevendo um livro sobre a cultura e as práticas de gestão criadas pelo trio "fundador" da Ambev: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira. Nessa época eu decidi: "quero levar isso pra todas as empresas do Brasil".

Ao longo da jornada vi que o modelo "3G" era excelente para empresas industriais e de varejo onde eficiência operacional é o nome do jogo. Mas muito menos eficiente, se levado ao pé da letra, para empresas onde inovação, alto crescimento orgânico e tecnologia eram a realidade. Então fui pesquisar o que os reis desse novo mundo, as empresas do Vale do Silício, estavam fazendo com sua gestão de desempenho. Foi quando aprendi mais sobre feedbacks ongoing, metas ágeis (as chamadas OKRs, ou Objectives and Key-Results), one-on-ones, inteligência artificial, people analytics e esse universo de possibilidades potencializadas pela tecnologia de ponta.

Desde então, o que fazemos é fazer a ponte entre esses dois mundos.