Estou aqui hoje para falar sobre o mais novo lançamento do nosso streaming de conteúdos (Sapiência): a série Habilidades do Amanhã. Vale dizer que esta série é um spin-off do Report sobre Tendências em Performance, Desenvolvimento e Educação Corporativa que nós, da Qulture Rocks, desenvolvemos no início deste ano.  

O que vale dizer sobre a série Habilidades do Amanhã é que ela aborda e aprofunda as sete habilidades essenciais para as pessoas navegarem nos ambientes organizacionais hoje e num futuro próximo (até 2030, cravando uma data).

E o que isso quer dizer? Que qualquer pessoa dentro das organizações precisa, ao menos, estar por dentro delas! A seguir, analiso cada uma das habilidades. Continue a leitura!

Cultura de Aprendizagem

O nome em si não é novo, mas o que é novo o cenário que temos hoje:

  • cerca de 65% das habilidades necessárias hoje deixarão de ser num futuro próximo; consequentemente, outras habilidades serão requeridas;
  • temos quatro gerações no mercado de trabalho, as quais possuem conhecimentos diversos; e,
  • a tecnologia tornou o consumo de conteúdo vasto e ilimitado.

Dentro desse contexto, a Cultura de Aprendizagem deixa de ser tema somente de RH e passa a ser tema estratégico.

É extremamente necessário mudar a premissa de que aprendizagem tem hora e local marcado para acontecer e opostamente a isso reforçar a ideia de que o aprendizado pode se dar em diversos formatos, lugares e momentos. Mas, para que isso aconteça, uma mudança de mentalidade se faz necessária.

Para ilustrar, trago dados relevantes de pesquisa globais e dados Brasil do Report Qulture Rocks:

Empresas que promovem desenvolvimento contínuo têm até 30% mais chances de liderar seus mercados, mas somente 10% tem cultura de aprendizagem madura.  

No mercado do Brasil, o cenário é parecido:  

94,4% reconhecem o aprendizado como valor da organização no dia a dia, mas os impactos percebidos da cultura de aprendizagem aparecem mais ligados a eficiência, produtividade e formação de líderes — ou seja, são táticos e não estratégicos.

Inteligência Integrada

Hoje a discussão não é mais humano ou IA, e sim a potência que tem a cooperação entre profissionais e tecnologia para gerar resultados superiores à soma das capacidades individuais.

Tenho falado muito que a IA é como o Pacote Office (quando lançado): quem não souber terá dificuldade de se manter no mercado. E é importante dizer que esta habilidade passa a ser crucial aos líderes, pois daqui em diante a liderança precisará considerar um time composto por humanos e agentes de IA.  

Dados da nossa pesquisa, dentro do mercado brasileiro, mostram que o impacto positivo percebido da IA é maior no nível pessoal e organizacional do que no nível de área e time.

Essa percepção sugere uma lacuna na adoção coletiva e uma oportunidade para a liderança das áreas trabalharem projetos de adoção de IA nas frentes que são metas e desafios da sua área.

Liderança Pivotante

Falando em liderança, a próxima habilidade que quero abordar é a liderança pivotante. Para além de ser adaptável e aprender continuamente, o líder do amanhã encontra um incremento imposto pela tecnologia: integrar o humano e a tecnologia no contexto extremamente veloz que nos encontramos.  

Veja só os dados sobre o tema no contexto do Brasil:

  • Declaração dos líderes: 89,9% das lideranças se autoavaliam como ativas nesse apoio;
  • Declaração dos liderados: 65,5% declaram que sua liderança promove desenvolvimento e apoio diante das transformações no trabalho.

Os dados acima mostram um “gap” entre como os profissionais avaliam suas lideranças e como a liderança se autoavalia. Vejo este dado como uma oportunidade para desenvolver autoconsciência e autoconhecimento das nossas lideranças.  

Prontidão Proativa

E voltando o olhar para os profissionais, independentemente de serem líderes ou não, as duas habilidades citadas inicialmente pedem Prontidão Proativa das pessoas. Mas o que é isso?

Eu diria que prontidão proativa é um upgrade do lifelong learning e do learning agility. Isso porque fala de alguém que, além de aprender rápido e constantemente, aprende com intencionalidade pois está atento às mudanças no mundo já apontadas sutilmente, ditas ainda como tendências.

Guildas do Saber

As últimas três tendências abordadas na série Habilidades do Amanhã eu diria que são do agora.

Guildas do Saber fala da eficácia das comunidades, do coletivo, das parcerias no aprendizado. Dados globais apontam que as pessoas participantes de ações de desenvolvimento que usam as comunidades como estratégia concluem 90% dos programas e/ou ações.

Gosto de ressaltar que além disso, temos ganhos secundários importantes com as guildas do saber. O principal deles é o crescimento do senso de pertencimento e da motivação, que impactam positivamente a saúde social (atuando na saúde mental individual e na epidemia da solidão) e, consequentemente, geram retenção e ganho de performance.

Como muitos dizem: gente feliz curte o que faz e faz bem feito!

Dados de Aprendizagem  

Essa habilidade vem trabalhar, como o próprio nome diz, a importância não somente de ter os dados, mas saber fazer as análises e uso estratégicos deles.

E é aqui que precisamos caminhar com mais agilidade, dando foco na área de RH. Muitas empresas fazem o rastreamento dos dados, mas ainda não encontraram a melhor maneira de usá-los.

Saúde Sistêmica

E por fim, temos Saúde Sistêmica. Os dados de saúde mental não são novidade para ninguém, o que não podemos é nos conformar com eles.

Quando vemos dados como "3 em cada 4 funcionários declaram ter sofrido algum impacto emocional relacionado ao trabalho", temos algo que, na minha visão, impõe uma responsabilidade social.

Neste sentido, nós tomamos a decisão de ampliar a saúde mental para saúde sistêmica dentro das organizações e até mesmo fora delas. Convidamos lideranças a olharem sistemicamente para este tema, considerando que saúde se conecta a:

  • Bem-estar físico, emocional, social e digital;
  • Segurança psicológica;
  • Sobrecarga mental;
  • Uso responsável de Inteligência Artificial e novas tecnologias;
  • Automação de processos para ganhar tempo; e,
  • Autonomia para as pessoas dentro do ambiente de trabalho.

E você? O que pensa sobre as habilidades apontadas? Já enxerga uma preocupação com elas dentro da sua organização?

E se sua organização precisa criar um caminho para lidar com as habilidades que o futuro exige, te convido a conhecer o Sapiência, nosso streaming de conteúdos corporativos, que traz tanto a série Habilidades do Amanhã quanto diversos outros conteúdos essenciais para o desenvolvimento de habilidades humanas e técnicas em nosso contexto. Um abraço!